11 ago 2010

Desliguemo-nos para sermos família

Mateus, no capítulo 18 do seu Evangelho – um trecho deste capítulo, inclusive, é o Evangelho de hoje – quer trazer à sua comunidade e a toda a Igreja algumas regras fundamentais para que haja comunidade e para que se possa viver bem nesta.

No Evangelho de hoje Jesus exorta sobre a postura que devemos tomar diante do irmão que venha a errar; este erro não é propriamente um pecado na maioria das vezes, ou seja, sou convidado a ir ao meu irmão, e muito mais que corrigi-lo, ir a ele e mostrar-lhe a verdade que está em mim. Muitas e muitas vezes, na comunidade, as pessoas nos fazem muitas coisas maravilhosas para que possamos crescer; todavia, a forma que o irmão adota, muitas vezes, para fazer isso não é o melhor caminho. Por exemplo: muito mais que dizer aquilo que precisamos escutar, bem dizer aquilo que precisamos escutar; não basta dizer, é preciso bem dizer as coisas com o máximo possível de verdade e caridade.

Cristo nos exorta a termos a coragem e a caridade de ajudar nossos irmãos, eles errando ou não, com muita caridade, chamá-los a sós e dizer aquilo que não caiu bem em nosso coração, para que eles cuidem, da próxima vez, em fazer ou dizer algo. Tudo isso, muito mais que no intuito de corrigir o irmão para que ele não nos machuque mais, ajudá-lo a ser melhor e a servir melhor.

Contudo, se o irmão não aceitar o que foi dito, tenho de chamar outras pessoas para que falem com ele; estas pessoas não devem ir com respostas sentenciadas em direção a ele e  devem ser  as mais respeitadas e queridas por este irmão, para que ele se sinta amado e venha a se emendar. Agora, se nem assim ele aceitar ajuda, então a própria comunidade – a Igreja – deve tomar a decisão de respeitar a sua decisão: ele não quer estar em comunidade e viver nela. É preciso respeitá-lo.

Estamos vivendo e rezando, nesta semana, pelas famílias do mundo inteiro, na Igreja do Brasil; estamos na Semana da Família. Especificando esta Palavra, dentro do fator família: como seriam diferentes nossas famílias se tivéssemos a coragem de viver o diálogo dentro de casa…! Dialogar significa falar daquilo que está dentro do coração, ou seja, das realidades mais profundas acerca daquilo que estamos sentindo e vivendo e sobre o que estamos percebendo das pessoas que amamos e vivemos dentro de casa. Se vivêssemos esta correção fraterna dentro de casa, certamente desligaríamos as pessoas que amamos das correntes e amarras do pecado! Desligar não significa retirar a pessoa da nossa relação; pelo contrário, significa ajudá-la a romper com tudo aquilo que a faz estar presa e não caminhar como deveria: em Deus, na comunidade de fé, a começar pela família.

No entanto, infelizmente, nos encontramos tão indiferentes uns com os outros, a começar pelas pessoas que mais perto de nós se encontram, especialmente, lá dentro da nossa casa . Quanta indiferença, individualismo, egoísmo, divisão! Consequência disso? Cada um se encontra amarrado, ligado pelas teias do pecado e da morte. Simplesmente pelo fato de não termos a coragem de nos abrirmos uns com os outros num profundo diálogo e transparência. Sem isso, impossível de vivermos comunidade.

Vamos nos ajudar e ajudar nossos irmãos a se desligarem de tudo aquilo que divide, fragmenta, provoca cisão! Unidade e amor: eis a identidade do cristão, Cristianismo este que começa dentro da família: Célula-mãe da sociedade; Igreja doméstica; santuário da vida. Ah! Se fosse isso mesmo…

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

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