17 set 2011

A Palavra liberta, santifica e nos atrai a Deus

Esta parábola fala de um fazendeiro que lançou sementes em vários lugares com diferentes resultados, dependendo do tipo de solo. A importância dessa parábola é salientada por Jesus em Marcos 4,13: “Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?”Cristo afirma que essa parábola é fundamental para o entendimento das outras.

Diante da Palavra de Deus qual tem sido a nossa resposta? É preciso recordarmos que a mesma Palavra é ensinada a várias pessoas. A resposta dessas pessoas depende do estado do coração delas, isto é, de sua atitude. Consideremos o semeador, a semente e o trabalho do semeador de colocar a semente no solo.

O semeador nunca é chamado pelo nome nessa parábola. Nada nos é dito sobre sua aparência, sua capacidade, sua personalidade ou suas realizações. Ele simplesmente põe a semente em contato com o solo. A colheita depende da combinação do solo com a semente.

Aplicando-se espiritualmente, os seguidores de Cristo devem ensinar a Palavra aos demais. Quanto mais ela é plantada nos corações humanos, tanto maior será a colheita. Em nossos dias, o semeador tornou-se a figura principal e a semente é bastante esquecida.

A propaganda das campanhas religiosas frequentemente contém uma grande fotografia do orador e dá grande ênfase ao seu nível escolar, à sua capacidade pessoal e ao desenvolvimento de sua carreira. O Evangelho de Cristo – que ele supõe pregar – é mencionado apenas “naquelas letrinhas lá no canto”. Não devemos exaltar os homens, mas fixarmo-nos completamente no Senhor, o verdadeiro Semeador da vinha do Pai.

A semente é a Palavra de Deus. Cada conversão é o resultado do assentamento do Evangelho dentro de um coração puro. A Palavra gera, salva, regenera, liberta, produz fé, santifica e nos atrai a Deus. À luz do livro dos Atos dos Apóstolos notamos que em cada cidade para onde os apóstolos viajavam, os homens eram convertidos como resultado da Palavra que ali era ensinada.

A importância das Sagradas Escrituras deve ser ressaltada ao máximo. A Palavra tem que vir habitar em nós, para ser implantada em nosso coração. Temos de permitir que nossas ações, nossas palavras e nossas próprias vidas sejam formadas e moldadas pela Palavra de Deus.

Saiba que uma safra sempre depende da natureza da semente, não do “tipo” de pessoa que a plantou. A Palavra de Deus contém força vivificante. O que é necessário são homens e mulheres que permitam que ela [Palavra] cresça e produza frutos em suas vidas.

Mas, afinal, que “tipo de solo” é você? Solo de beira de estrada, duro, impermeável? Este não tem uma mente aberta e receptiva para permitir que a Palavra de Deus o transforme. O Evangelho nunca transformará um coração como este, porque ele não lhe permite entrar.

As raízes das plantas – no solo pedregoso – nunca se aprofundam. Durante os tempos fáceis, os brotos podem parecer interessantes, mas abaixo da superfície do terreno, as raízes não estão se desenvolvendo. Como resultado, se surge uma pequena temporada seca ou um vento forte, a planta murcha e morre. Os cristãos precisam desenvolver suas raízes por meio da fé em Cristo e do estudo da Palavra cada vez mais aprofundado. Tempos difíceis virão. E somente aqueles que tiverem “desenvolvido suas raízes abaixo da superfície” sobreviverão.

É você mesmo que deve dar a resposta nesta parábola. Que “tipo de solo” é você?

Padre Bantu Mendonça


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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