22 nov 2012

Como é grande o amor de Jesus pelos homens!

No Evangelho de hoje, Jesus chora sobre Jerusalém. Ele presencia que a Cidade Santa não sabe qual é o caminho da verdadeira paz. Os olhos dela estão como que tapados. Ela se tornou o centro da exploração e opressão do povo, enveredando por um caminho que é o avesso da paz.

Ela será destruída, porque não quer reconhecer, na visita do Mestre, a ocasião para mudar as próprias estruturas injustas, abrindo-se ao apelo d’Ele.

Jesus chora, porque gostaria de juntar aquele povo “como uma galinha junta seus pintinhos”. Meu irmão, você conhece essa cena? A galinha junta os pintinhos com as asas e os protege. O senhor é assim mesmo! Ele se utiliza de uma linguagem bem humana para que possamos compreendê-Lo.

Veja que comparação Ele faz! E como é grande Seu amor pela humanidade, narrado neste trecho do Evangelho à cidade de Jerusalém. Ele deseja muito abrir Seus braços agora e acolher a todos. Deixe-se ser acolhido por Cristo!

Foram duas ocasiões muito solenes aquelas em que os textos sagrados nos dizem que Jesus chorou. Chorou diante do sepulcro, onde jazia Seu amigo Lázaro, morto há quatro dias; chorou quando sentiu, no mais íntimo do Seu coração, a incredulidade da santa cidade de Jerusalém.

Jesus é Deus (único, sem dúvida), que chora pela situação triste e ímpia deste mundo perdido. Parece um contraste, algo incoerente, Deus chorar pelos homens, mas não é incoerência, porque Ele é o único Deus que ama o mundo de tal maneira que se dá como sacrifício para que todo aquele que n’Ele crê não morra, mas tenha a vida eterna.

Olhemos este texto e vejamos com que amor Deus se ocupa de nós. Como se dá a Si mesmo. Como sofre, vendo a cidade entregue às suas impiedades e dominada pelos vendilhões da religião. Como chora sobre ela e ora para que abra os olhos para as suas oportunidades, ainda de pé, mas em breve perdidas.

Esta cidade sou eu, esta cidade é você quando não queremos nos converter nem, acatando os ensinamentos de Deus, nos salvar. Então, Cristo continua chorando por você e por mim: “Jerusalém, Jerusalém, como gostaria que visses as tuas oportunidades, mas tu queres continuar de olhos fechados. Como queria que abrisses os olhos, mas tu preferes continuar de olhos fechados e não ver a verdade. Como quis ajuntar os teus filhos como a galinha ajunta os pintinhos debaixo das asas, mas tu não quiseste. Porque assim queres, os teus inimigos te sitiarão de todos os lados, serás totalmente derrubada e em ti não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada”.

Não nos revemos na situação de rebeldia de Jerusalém?

Arrependemo-nos enquanto é tempo. Aceitemos a misericórdia de Jesus, que chora pela nossa triste e condenável situação de pecadores perdidos. Vamos ao encontro do Cristo que nos chama com amor infinito, e viveremos!

Ai de nós, que não sabemos reconhecer a bondade de Deus ao nosso lado no dia a dia. Que estejamos sempre atentos e conscientes com os bens que temos, sobretudo o bem da paz e da vida.

Padre Bantu Mendonça


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