28 jan 2010

Chamados a ser luz no mundo

COMO SÃO TOMÁS, SOMOS CHAMADOS A SER LUZ NO MUNDO.

Hoje, a Igreja celebra, com muita alegria e veneração, a memória de São Tomás de Aquino. Este santo foi, sem dúvida, uma das maiores autoridades na Igreja por falar a respeito dos mistérios da revelação de Deus, do ser humano no plano amoroso de Deus, etc…

Tudo isso acontece na vida desse grande santo pelo fato de procurar viver com autenticidade a sua vocação, o seu chamado, ou seja, entendeu o chamado e, com generosidade, respondeu de forma alegre ao Senhor.

No Evangelho de hoje, o Senhor nos fala a partir de uma pergunta, cuja resposta precisamos dar, aparentemente simples: “Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro?” Que lâmpada é esta? Para entendermos bem esta pergunta do Senhor, precisamos ir até o Evangelho de São Mateus, no Sermão da Montanha, e recordarmos a palavra de Jesus: “Sede sal da terra e luz do mundo”.

Os dons, os talentos, as capacidades que Deus nos deu, levam-nos e sempre nos levarão a uma missão: servir e amar, colocando-nos a serviço do Evangelho para evangelizarmos os nossos irmãos. Todas as capacidades que Deus nos deu são luzes para que possam iluminar a vida dos nossos irmãos. A pergunta é: o que estamos fazendo com os dons e capacidades que Deus nos deu? Estamos iluminando a vida daqueles que se encontram em meio às trevas, trevas estas, da ignorância, do desamor, das doenças físicas, psíquicas e espirituais? Entendamos uma coisa definitivamente: a felicidade, a realização, que tanto buscamos encontram-se em Deus, à medida que nos propomos a servir e a nos doarmos aos irmãos a partir destas ferramentas que Deus nos deu, ou seja, os dons, talentos, capazes de iluminar e dar um pouco de sentido e de luzes à vida dos outros, a começar por aqueles que mais próximos de nós se encontram; porque evangelizar os que estão longe é fácil! Difícil é sermos um Evangelho escrito em obras e palavras àqueles que estão bem próximos de nós. Principalmente os da nossa casa, os que convivem conosco.

Jesus mesmo diz em outra passagem que talentos servem para serem postos a serviço dos outros e não para serem enterrados. São Tomás foi o santo – é o santo – que foi, não por ser melhor que os outros, mas por  se colocar a serviço, da melhor forma possível, dos irmãos com todas as suas capacidades, dons e talentos, que Deus o capacitou. Não existimos para nós, mas existimos para os outros, para iluminar a vida dos outros. Aliás, nós nunca passamos pela vida das pessoas sem deixar um sinal concreto. Ou deixamos rastros de luz ou deixamos rastros de trevas. Escolhamos! São Tomás deixou rastros de luz, rastros de Deus.

Quando deixamos de servir e amar, deixamos de nos ocupar para fazermos o bem. Aqui nasce a ociosidade, raiz de muitos e muitos pecados. Interessante, o pecado não possui força em nós; ele só entra em nossa vida, em mosso coração, pelo fato de ocupar lugar vago, espaço vazio em nosso coração; este espaço vago é fruto de deixarmos de fazer o bem com as capacidades que nos foram dadas por Deus. Um dos males, por exemplo, é quando começamos a medir os outros; sempre haverá tempo para tal medição para aquelas almas muito ocupadas em não fazer nada! Agora, por sua vez, quem se ocupar em ser luz na vida do irmão, este sim, em vez de julgar e medir, terá compaixão e amor. Iluminará, a exemplo de Santo Tomás.

Padre Marcos Pacheco,

Comunidade Canção Nova.


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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