13 ago 2011

As crianças nos ensinam a viver o Reino de Deus

Toda criança, com certeza, nasce pura, verdadeira e disposta a aprender. As crianças foram levadas a Cristo. A partir disso vemos a grande responsabilidade do adulto em mostrar às crianças algo especial, algo de importância, de valor. Eis o primeiro passo do cristão: levar os novos para Cristo, a fim de que eles façam a experiência de Deus, sintam a Sua acolhida, o Seu amor e a Sua salvação.

As mãos estendidas e a oração que Jesus fez pelas crianças, demonstram a ajuda e o desejo da presença de Deus sobre elas. Mãos que não machucam, mas que promovem a paz, que produzem o brilho nos olhos. Mãos ungidas pelo Pai do Céu a fim de abençoar, consolar e santificar.

“Os discípulos, porém, as repreendiam”. Será que os discípulos pensavam que a Boa Nova era só para os adultos? Que Cristo apenas veio para os grandes, para os sábios, que Ele não poderia “perder tempo” com crianças? Surpreende-me que, em algumas comunidades, ainda existam adultos que pensam em excluir, tirar as crianças da igreja na hora da Santa Missa, alegando que elas atrapalham a celebração, pois a celebração é coisa muito séria. Todavia, é preciso salientar que o ministério voltado para crianças e das crianças é muito importante.

Primeiro: porque assim como nos ensina o Evangelho de hoje, as crianças têm os mesmos direitos que os adultos de se achegarem a Jesus.

Segundo: porque um trabalho realizado pelas crianças tem mais aceitação de outras crianças do que quando realizado por adultos. Em outras palavras, os adultos têm que empenhar mais esforços do que as crianças para atingir os mesmos resultados que as crianças alcançam.

Terceiro: cito o velho ditado “É de pequeno que se torce o pepino”. Assim, uma boa liderança deve ser treinada desde a infância. E o trabalho infantil é o espaço ideal para este treinamento de liderança, garantindo a manutenção de líderes na Igreja e na sociedade.

Para Jesus, a criança era importante por sua personalidade ainda intacta, mesmo que embrionária. Era importante por ser a imagem do Deus Criador e Senhor de tudo e de todos. Era importante por ser uma criatura dependente do Criador, no caso Deus, enquanto indefesa, pura, simples, verdadeira e carente. E, por isso, Jesus escolhe as crianças para habitarem Seu Reino. Não que o Reino de Jesus seja infantil, seja uma “creche” ou casa de criança, mas é um Reino de espontaneidade e de amor, onde Deus continua sempre criando Suas criaturas, continua amando, protegendo e cuidando o que Ele criou por amor.

Os apóstolos queriam impedir que os pais trouxessem seus filhos a Jesus, pensando que as crianças eram um desgosto para Ele, mas Jesus desmascara o falso conceito que se tinha delas: “Deixai as crianças, e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos Céus”.

Com estas palavras, Jesus dá uma lição não de condescendência – como fazemos nós com frequência para agradar os pais – mas uma lição de precedência, isto é, se existia alguém com direito de estar perto d’Ele, este é aquele que for como uma criança na pureza, no olhar, pensar, sentir e, sobretudo, na inteira dependência a Deus.

Senhor Jesus, dai-me um coração de criança capaz de acolher ao Reino do Céu. Amém.

Padre Bantu Mendonça


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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