08 abr 2012

Aleluia! Cristo ressuscitou verdadeiramente!

Aleluia! Cristo ressuscitou verdadeiramente! Ele venceu a morte e despojou o império das trevas, sendo vitorioso e dando-nos também a vitória.

Jesus venceu e também nós somos vencedores com Ele. Somos vitoriosos, porque Deus nos deu a vitória em Jesus, Seu Filho. Mas não por causa dos nossos méritos, mas sim pela Sua graça.

Cante bem alto este “Aleluia” festivo, pois chegou para nós “o dia sem ocaso”. O sol brilha para nós apontando-nos o caminho da eternidade. Aliás, Deus sempre nos conduz em triunfo para que espalhemos o perfume do conhecimento de Deus por todos os lugares que andamos.

Por Cristo e em Cristo somos mais que vencedores, porque, por Ele, passamos do fracasso e da derrota para a fortaleza, a vitória e o triunfo. Passamos da morte para a vida. Tudo isso Deus o fez por amor.

Pode Deus se deixar pregar numa cruz? Sim, Ele morreu nela por amor a você. Pode Deus permanecer num túmulo? Não, pois Ele ressuscitou para que você fosse vitorioso.

Caríssimo, se somos vitoriosos, porque guardamos para nós os maus momentos? Por que os abraçamos? Por que os mantemos conosco? Os maus momentos, os maus hábitos, o modo egoísta de se viver, as mentiras, os fanatismos, os deslizes, as falhas… Por que manter essas coisas conosco? Precisamos deixar todo esse lixo aos pés da cruz. Podemos e devemos fazer isso, porque Deus quer que o façamos.

Jesus quer que façamos isso, porque sabe que não podemos viver como Ele. Só Deus é santo. São a cruz e o túmulo vazio que nos santifica. Devemos deixar os maus momentos no madeiro e caminhar com Ele em vitória, pois Jesus não ficou no túmulo. A pedra foi removida. Deus faz mais que perdoar os pecados, Ele os remove.

A Ressurreição de Cristo é o motivo principal da pregação do Evangelho. O evento que encheu o coração dos discípulos de esperança e os tornou mensageiros do Evangelho da graça foi a visão do sepulcro vazio. A aurora do primeiro dia suscitou um novo ânimo aos decepcionados.

Jesus Cristo ressuscitado é o Senhor e Salvador dos pecadores desenganados. A Ressurreição de Cristo Jesus é a prova evidente de que a morte foi vencida e o pecado perdeu a sua força de condenação. A história da Crucificação não termina com um funeral, mas com um “festival de aleluia”. O Anjo anunciava às mulheres com júbilo: “Ele não está aqui; ressuscitou como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia” (Mateus 28,6).

A pregação verdadeira do Evangelho começa com a afirmação convincente da morte e ressurreição de Cristo. As testemunhas são as únicas pessoas que podem falar, de fato, daquilo que presenciaram. Pedro e João, quando estavam sendo ameaçados pelas autoridades judaicas para que não pregassem a Jesus ressuscitado, disseram: “…pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (Atos 4,20).

Se a morte de Jesus trouxe desesperança para os Seus discípulos, Sua ressurreição originou uma torrente de esperança, capaz de enxergar através de nuvens espessas. Já que Cristo ressuscitou não há mais barreira que impeça a efetivação de Suas promessas.

Só o milagre do túmulo vazio poderia encher o coração dos discípulos da certeza da salvação. A regeneração do homem pecador é um produto da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1Pd 1,3).

A visão espiritual do túmulo vazio – que é produzida pela fé por meio da Palavra de Deus – nos garante uma certeza inconfundível de que a nossa salvação é um dom gracioso que nos motiva ao testemunho. Como insistia Thomas Brooks: “uma alma dominada pela certeza não está disposta a ir para o céu sem companhia”.

A falta de convicção inabalável da obra salvadora por meio de Cristo Jesus é o principal agente da apatia na pregação. Sem a firmeza do Evangelho não há como se pregar, com confiança, a Sua mensagem. Muitos apregoam um sistema religioso com a presunção de estar pregando o Evangelho, mas somente a segurança da Ressurreição de Cristo, bem como da nossa ressurreição com Ele, pode assegurar uma pregação legítima do Evangelho autêntico.

As mulheres que foram ver o sepulcro onde Jesus havia sido sepultado saíram de lá ao romper da manhã, ainda atônitas, com a certeza de que não havia mais um cadáver na tumba. A fé cristã começa no primeiro dia da semana, nas primeiras horas do dia, com uma certeza da vitória: a morte foi vencida e o Salvador não é um defunto.

Devemos deixar os nossos maus momentos na Cruz e também os momentos ruins dos nossos irmãos que chegam até nós. Devemos amá-los. Se amarmos a Deus, amamos também os nossos irmãos. Como podemos nos aproximar d’Ele e pedir perdão, se nós não perdoamos os nossos irmãos?

Coisas do passado sempre são trazidas ao presente. Como alguns têm boa memória para os erros dos irmãos e péssima memória para a mudança deles! Pare de se prender aos erros do passado. Olhe para o bom fruto que pode brotar no coração do seu irmão. Assim como você ressuscitou com Cristo e é uma nova criatura, também ele é, em Cristo e com Cristo, uma nova criatura.

Abandone seus pecados antes que eles contaminem totalmente você. Abandone o rancor, antes que ele o incite à raiva e contenda. Entregue a Deus a sua ansiedade antes que ela o iniba de caminhar com fé. Dê a Deus os seus momentos ruins.

Se você deixar com o Senhor os seus momentos ruins, só sobrarão bons momentos, então, Cristo terá ressuscitado em você. E se Ele ressuscitou em você, já não é você quem vive, mas é Cristo que vive no seu corpo. E se Ele vive em você, em você tudo é santo, porque está envolvido pela luz d’Aquele que verdadeiramente ressuscitou.

Feliz Páscoa!

Padre Bantu Mendonça

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