13 jul 2010

Ai de nós, meus irmãos!

Um dos lugares mais lindos e maravilhosos que existem, sem sombra de dúvidas, é Cafarnaum, cidade situada ao norte de Israel, na região da Galiléia, às margens do lago de Tiberíades. Lugar fantástico!

Cafarnaum é o lugar onde Jesus viveu a maior parte da Sua vida pública. Lá ficava a casa de Pedro; era a segunda casa de Cristo; lugar estratégico, pois ali era caminho de muitas pessoas, devido ao comércio e por ser uma cidade, desde sempre, muito desenvolvida.  O Senhor aproveita este fato para anunciar a Boa Nova do Reino de Deus.

Uma das coisas que menos preocuparam e preocupam Jesus, em nossa vida, são nossas misérias e imperfeições; aliás, isso não é obstáculo para que o plano de Deus se realize em nós e por nosso intermédio na vida dos outros; o problema é quando o pecado e a miséria se tornam projeto de vida e nossa vida.

O Ressuscitado se incomoda é com o fato do fechamento dos corações frente a tudo que Ele quer fazer e operar em cada um destes, nestes lugares por onde Ele passou, a começar por Cafarnaum. “Ai de ti, Cafarnaum!”  Não por haver pessoas miseráveis e pecadoras, mas por haver pessoas totalmente fechadas à ação de Deus, fechadas à Sua misericórdia. É isso que faz o coração de Deus sofrer: não nossos pecados, repito; mas o fechamento de nossos corações.

Jesus investe. Jesus aposta. Jesus se empenha em amar os mais necessitados. Em contrapartida, são os que mais se fecham à ação e graça de Deus. Quantos gostariam de ter tido a oportunidade de receber o que eles receberam e não puderam; e estes que receberam, não deram valor. Ai de ti, Cafarnaum, Corazim, Betsaida (cf. Lc 10, 13.15).

Mas precisamos nos perguntar: Este território, que é a nossa vida, o nosso coração, onde tantas graças recebemos da parte de Deus, por meio da Eucaristia diária, sacramentos à disposição para serem administrados, tantos meios para a nossa formação, como se encontra a nossa abertura de conversão e abertura aos milagres? Estamos saboreando e aproveitando estas graças ou estamos indiferentes a tudo isso? Ai de ti, meu irmão e minha irmã!

Em tantos lugares no mundo não é possível anunciar o Evangelho. Quantos não sabem a última vez que puderam participar de um sacramento e receber Jesus; quantas perseguições para poderem defender a fé! Como gostariam de ter as oportunidades que temos para poder viver a fé… E nós aqui, muitas e muitas vezes, vivendo uma profunda indiferença…! Ai de nós! Ai de nós! Ai de nós, meus irmãos…!

Precisamos nos converter! Precisamos aprender a dar valor àquilo que temos e não é pouco. Daí entendemos: quanto mais é dado, tanto mais nos será cobrado. Tomara que não venhamos a aprender somente quando chegar a grande tribulação – que não está longe.  Quando chegar este tempo, muitos que ainda não fundamentaram a sua fé, não terão tempo, pois o tempo é agora: tempo de firmarmos a fé para o que há de vir. Jesus está “às portas”. Coragem, pois Ele venceu o mundo!

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

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