26 Mar 2010

"Acreditai nas minhas obras"

Durante a festa da dedicação do templo os judeus perguntaram diretamente a Jesus: “Se tu és o Messias, diga-nos abertamente. Ele respondeu-lhes: Já vos disse, mas não acreditais”. Como contexto contínuo ao Evangelho de hoje, Cristo acaba de afirmar: “O Pai e eu somos um”. Então os judeus agarraram pedras para  apedrejá-Lo por blasfêmia, porque, sendo um homem, se fazia igual a Deus. E era-o. “A quem o Pai consagrou e enviou ao mundo, dizeis vós que blasfema por que diz que é o filho de Deus? Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis; mas se as faço, embora não acrediteis em mim, acreditai nas obras, para compreenderdes e saberdes que o Pai está em mim e eu no Pai”. Como eles tentaram novamente deter o Senhor, Ele foi para o outro lado do Jordão, para o local onde antes João havia realizado batizados. Não obstante, o texto evangélico acaba dizendo que “muitos acreditaram nele ali”.

Por que foi rejeitado Cristo pelo povo judeu se era a Pessoa mais amável e encantadora que se podia imaginar? É a pergunta que Ele faz aos judeus: “ Fiz-vos muitas obras boas por ordem de meu Pai. Por qual delas me apedrejais?”

Por que é rejeitado Jesus, por que o foi o profeta Jeremias, por que o é o cristão que quer viver segundo o Evangelho? Mistério difícil de explicar. Muitas razões poderiam ser apontadas. Vamos destacar uma que resume todas as muitas outras: porque se rejeita a verdade, que costuma se tornar incômoda, como juízo implacável que é das nossas falhas e erros. Por falta de humildade e sobra de orgulho rejeitamos a verdade, que deixa à mostra a nossa inata maldade e nosso proceder egoísta.

Para rejeição de Cristo contou também o mistério e escândalo da Palavra de Deus feito carne, isto é, debilidade humana. A humanidade de Cristo, em tudo igual à nossa exceto no pecado, era e é grande obstáculo para ver a sua divindade e a glória do Unigênito do Pai. Se bem que as Suas obras, a Sua vida e a Sua conduta revelassem a origem divina, somente através dos olhos da fé, que é dom de Deus e não conclusão forçada de argumentos e raciocínios, se podia e se pode entender o mistério e a Pessoa de Cristo.

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

*Cf. B, CABALLERO. A Palavra de cada dia. p. 159-160. Paulus: 2000.

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