10 jul 2012

Acolhemos o chamado de Cristo quando fazemos tudo por amor

Jesus vinha fazendo muitos milagres, salvando as pessoas de doenças e de suas dores e, ao mesmo tempo, despertando a fé daquele povo que estava adormecido para as coisas do Pai. Durante a caminhada, naquele dia, encontra-se com uma multidão que lhe apresenta uma pessoa surda e possessa pelo demônio. Jesus expulsa o demônio e a pessoa passa a ouvir e falar normalmente. O povo fica cada vez mais admirado com todas as maravilhas que Ele fazia.

Ontem, como hoje, vemos muita gente sempre esperando que o Senhor repita milagres e mais milagres na sua vida, para que possam manter acesa a sua fé. Hoje, sabemos tudo sobre o plano de salvação que Ele trouxe como Sua missão: salvar um povo de “cabeça dura”.

“Cabeça dura”, muitas vezes, não por conta própria, mas porque eles estavam aflitos e abandonados, como ovelhas sem pastor. Assim, Jesus vem reinstalar – com Sua vida, com Sua Paixão, Morte e, principalmente, com a Sua Ressurreição – o Reino do Pai, novamente baseado no amor e suas consequências, ou seja, no perdão, na doação, na honra, na verdade, na felicidade e na responsabilidade assumida por cada filho Seu, gerado aqui na Terra. Mas, nem tudo foi um “mar de rosas” para Ele, pois os fariseus diziam: “É pelo poder do príncipe dos demônios que ele expulsa os demônios”.

Nos dias atuais, Jesus continua Sua missão conforme Sua promessa em nosso meio. Sempre nos guiando e nos guardando para que sejamos felizes e, pedindo-nos, como naqueles dias, que fortaleçamos o Reino do Pai aqui na Terra: “A messe é grande, mas, os trabalhadores são poucos. Rogai ao Senhor da messe, que mande mais operários para a sua messe”.

Só que o povo, tão evoluído com as coisas materiais, esqueceu-se de vigiar, cada um, a sua vida, o dom recebido do Pai amoroso, para que ela não se perca; para que ela [vida] seja sempre mais uma realização da bondade do Criador, vivendo-a como um meio para ajudar na sua salvação e na salvação dos outros irmãos.

Muitos são os que precisam mudar de vida para reencontrar-se com o Pai, transmitindo aos que o cercam só o amor, o bem e a fraternidade, orando e agindo em nome de Deus no trabalho da messe. Não esperemos como muitos que vivem ao bel prazer, uma vida egoísta, ignorando a dor e o sofrimento de tantos à nossa volta durante a nossa caminhada. Achando que a fortuna e tudo o que é material que acumulamos nos bastam. De repente, fica-se doente; de repente um mal incurável, que pode atingir a qualquer um, com ou sem dinheiro.

Nós acolhemos o chamado de Cristo quando fazemos tudo por amor. A vivência desse amor anima as pessoas enfraquecidas, cansadas e sem perspectiva. O amor vence o ódio e expulsa dos corações a intriga, a divisão, a incompreensão. Se fizermos como Jesus fez, estaremos sendo trabalhadores da Sua messe. Quanto mais nós nos apresentarmos à vinha do Senhor, mais “surdos e mudos” serão curados.

Você já se sente liberto (a) do demônio que paralisa os lábios do homem? Você conhece quando as pessoas à sua volta estão desanimadas e sem esperança? O que você diz a elas? Você tem ajudado a alguém pelo menos escutando e acolhendo? Você se considera trabalhador na messe de Cristo? Em que você tem empregado o seu tempo livre? Senão, o tempo é este e a hora é agora. Respondendo ao chamado de Jesus, levante-se e vá anunciar a cura, a libertação, a paz e o amor de Deus no coração dos seus irmãos que, como ovelhas sem pastor, caminham para a perdição.

Padre Bantu Mendonça

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