18 maio 2010

A oração de Jesus*

O Evangelho nos traz a oração de Jesus ao Pai diante de Seus amigos e em voz alta e é um convite para os discípulos e, hoje, para cada um de nós, para que sejamos, cada vez mais, homens e mulheres de oração, de intimidade com o Pai, por meio do Filho, na ação do Espírito.

Mas diz-se que hoje em dia há crise de oração entre os cristãos; que se reza pouco e quando se reza, reza-se mal. Contudo, felizmente, não faltam casas, grupos e vigílias de oração.

A jovem Igreja começou o caminho histórico da missão treinando-se na oração comunitária, e não por uma atividade febril sem contato com Cristo e o Seu Espírito. Porque na oração, que cria comunhão com Deus, está a força da comunidade e do cristão para testemunhar aos homens a presença de Cristo, o Senhor glorioso e Salvador da humanidade.

Necessitamos orar sempre, e com mais intensidade ainda nos momentos de crise pessoal ou comunitária, para nos reafirmarmos na nossa identidade cristã. Porque então só nos pode reabitar um encontro pessoal com o Deus, que é vida e amor, dons dados a quem com Ele se comunica.

A oração é falar com Deus como pessoas livres; mais ainda, como filhos Seus que somos. Saber rezar não é difícil; basta falar com o Senhor. Muitas vezes, sequer é necessário falar, pois escutar é o suficiente. A nossa oração pode ser individual ou comunitária, mental ou vocal, espontânea ou já construída (salmos, preces, cânticos, bênçãos, etc.), e a oração por excelência: o Pai-Nosso.

Necessitamos orar, quer seja nas ocupações de cada dia, quer seja retirando-nos a sós com Deus. Mas num e noutro caso, escutando a Jesus, que é escutar o Pai, e orando com Ele para captar o mistério do inexprimível e testemunhá-Lo depois aos nossos irmãos, os homens. Porque a oração, a contemplação e a experiência de Deus, quando são autênticas, passam à ação de libertação em cada um de nós. Isso é levar a oração à vida e a vida à oração.

Convençamo-nos: a oração com Jesus nos é indispensável para uma vida cristã autêntica e fecunda. Hoje é ocasião de nos perguntarmos como e quanto rezamos individual e comunitariamente. Santa Teresa sempre dizia às suas filhas e Deus, por meio dela, a cada um de nós: quem reza muito, se salva; quem reza pouco, se condena.

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

*Cf. B, CABALLERO. A Palavra de cada dia. p. 251-252. Paulus: 2000.

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