17 maio 2011

A obra de Jesus é feita em unidade com o Pai

Jesus era um personagem incômodo ontem, o é hoje e será sempre. Sobre a motivação desta incomodidade o Senhor fala, diz a verdade, e esta é exigente, interessa à vida e incide sobre o comportamento humano: “Eu e o Pai somos um”.

Ele revela que o povo – que acorrendo participava das festas judaicas em torno do Templo, – na realidade, faz parte das Suas ovelhas, chamadas a escutar as Suas palavras e O seguir. Foi Deus, Seu Pai, quem as deu, e ninguém as arrancará da mão do Pai. Assim, Jesus desautoriza os chefes religiosos de Israel, com seu Templo e suas sinagogas, a se considerarem verdadeiros pastores. Eles, ao oprimirem e explorarem o povo estão rejeitando a Jesus e, consequentemente, se excluindo do dom que o Pai comunica por Seu Filho Unigênito.

A verdade que Jesus trouxe, a grande novidade, é que Ele é o Filho de Deus. Sua identidade é de origem divina. Sua filiação divina se torna difícil aceitar para todo aquele que, humana e racionalmente, quer entender e, para tal, não se abre à transcendência. Por isso, a inquietação e pergunta do chefe do Sinédrio: “És tu o Messias, o Filho de Deus bendito?

Diante dessa pergunta, Jesus respondeu: “Eu sou” (Mc 14, 61b-62a), afirmando que o Messias é o Filho de Deus, o mundo religioso judaico, com seus chefes, pareceu acabar por causa de um “terremoto” tal, que provocou nos detentores o pânico total de perder o poder religioso e político, seu estado social e familiar. A reação foi esta: a morte.

Jesus provoca “terremotos” também hoje nas pessoas e nos povos, enfrentando as ideologias e o pensamento pós-moderno. Provoca igualmente na sociedade, com Suas denúncias contra o permissivismo e relativismo, com Seus fortes chamamentos para que reconheçamos a dignidade do homem, feito à imagem e semelhança de Deus e redimido por Jesus Cristo, Salvador e Redentor.

Pela primeira vez, – em todos os Evangelhos – Jesus faz uma autoproclamação expressiva de Sua união com o Pai. A obra de Cristo é feita em unidade com o Pai. Esta obra, para a qual somos chamados, é o dom do amor e da vida eterna. Seja meu irmão, minha irmã, um com Jesus. Converta-se em dádiva, em graça no amor pela vida.

Padre Bantu Mendonça


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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