06 mar 2015

Que a inveja e o ciúme não determinem nossas ações

Por mais triste que pareça a história de José, na parte do ciúme e da inveja, ela se repete sempre no meio de nós.

“Ao passarem os comerciantes madianitas, tiraram José da cisterna, e por vinte moedas de prata o venderam aos ismaelitas: e estes o levaram para o Egito” (Gênesis 37, 28).

 

Quando nós pegamos a Palavra de Deus, o capítulo 37 do livro do Gênesis talvez seja um dos capítulos mais tristes por nos relatar a história dos irmãos que têm inveja de José, um dos irmãos mais novos deles. Eles têm inveja daquilo que ele significa no coração do pai, têm ciúme daquilo que ele faz e realiza.

Por isso esses irmãos tomaram a decisão de se livrarem dele. É como se dissessem: “Nós não aguentamos e não suportamos mais esse José. Precisamos eliminá-lo, tirá-lo do meio de nós.” Primeiro decidem: “vamos matá-lo”, mas depois pensaram que sujar as mãos com o sangue dele não valeria a pena, por isso resolvem vendê-lo. Vendem José aos mercadores que passam a caminho do Egito e para lá ele vai, vendido pelos seus irmãos, longe do seu pai, longe daqueles que são filhos de seu pai.

Sabem, meus irmãos, por mais triste que pareça a história de José, nesta parte ela se repete sempre no meio de nós, irmãos, conhecidos, irmãos de caminhada, irmãos do mesmo sangue, irmãos de trabalho, irmãos todos nós somos como filhos de Deus, quando não gostamos ou não nos damos bem com alguém, quando alguém nos incomoda ou temos inveja e ciúme dele, muitas vezes, nós tomamos atitudes parecidas com a dos irmãos de José.

Para isso, a primeira coisa que fazemos é eliminar essa pessoa da nossa vida. Eliminar significa que “ela não tem mais importância para nós. É preciso viver como se ela não existisse ou elas não existissem mais para nós”. Existem pessoas cujo trabalho é apenas eliminar os outros e aqui não estou me referindo àqueles se dedicam aos crimes e aos assassinatos, mas estou me referindo ao que acontece nos nossos relacionamentos.

Como nós matamos, como nós expulsamos as pessoas não só da nossa vida, mas também da vida daqueles que estão ao nosso lado e, às vezes, por razões tão pequenas! Não suportamos, não queremos, não vamos com a cara de alguém e, por um simples ciúme ou por uma simples inveja que cresce, isso se torna um veneno grande e tudo aquilo que aquela pessoa ou aquelas pessoas fazem sempre vamos aumentar dez vezes mais.

Tomados por esse sentimento, não sabemos reconhecer a bondade da pessoa, não sabemos falar bem dela nem elogiá-la e, quando vemos alguém o fazendo, nós já envenenamos a história, já colocamos o lado negativo e o lado podre dela, já apresentamos aquilo que está machucado em nós para que outro também não goste e não queira bem aquela pessoa.

Desse modo, nós matamos a pessoa do nosso meio e nos vendemos uns aos outros por pouca coisa, quando queremos nos dar bem, quando queremos ficar melhor na situação, quando queremos sobressair entre os outros e entre os nossos pais, chefes e líderes.

É tão triste, eu como padre, escutar as pessoas virem vender os irmãos para mim. Nós vendemos alguém quando falamos mal daquela pessoa, é o jeito de fazê-la cair no que ela significa e naquilo que ela importa.

Deixe que o outro mesmo faça a experiência com essa pessoa que você não quer bem. Pode ser que a experiência dele seja diferente da sua. O que eu não tenho direito é de eliminar, matar ou vender qualquer um dos meus irmãos!

Deus abençoe você!

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